Tuberculose: Conheça os Tipos, Causas, Sintomas e Tratamentos

Mesmo com o passar dos anos e o avanço nos tratamentos de doenças, a Tuberculose ainda é a infecção que mais mata no Brasil. Saiba quais são os cuidados necessários para prevenir e tratar a doença.

tuberculose pulmonar

Você sabia que a Tuberculose mata mais pessoas que a AIDS?

Apesar de ser um problema de saúde pública, os avanços contra essa doença ainda são insuficientes.

O contágio é muito fácil e com o passar do tempo a bactéria se torna cada vez mais resistente aos antibióticos.

O Brasil tem 34% dos casos de tuberculose de todo o mundo, sendo o responsável por um terço dos diagnósticos nas Américas.

A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 5 mil mortes em decorrência da doença.

O relatório mundial de 2017 sobre a tuberculose demonstra que quase 2 milhões de pessoas perderam a vida em 2016 por culpa da doença e cerca de 370 mil delas também tinham AIDS.

O mais chocante de tudo isso é que especialistas da área estimam que em 2050 as infecções bacterianas serão cada vez mais resistentes a antibióticos e se tornarão a primeira causa de morte no mundo, superando o câncer.

Tire suas dúvidas sobre Tuberculose com o doutor Demétrio Gonzáles.

O Que é Tuberculose?

Você sabia que a Tuberculose mata mais pessoas que a AIDS? Apesar de ser um problema de saúde pública, os avanços contra essa doença ainda são insuficiente

Trata-se de uma infecção bacteriana que afeta principalmente os pulmões, mesmo que possa atingir outros órgãos e sistemas.

O principal receptor da tuberculose é o ser humano, logo após vem o gado bovino, macacos, aves e outros mamíferos.

Quais São os Sintomas de Tuberculose?

O sintoma mais recorrente é a tosse na forma seca ou com catarro.

Outros sinais incluem falta de apetite, emagrecimento e suor noturno associado a febres baixas.

Além disso, pode aparecer secreção amarelada, esverdeada ou até com sangue, mas nem sempre esses sintomas aparecem juntos.

Por isso, recomenda-se que casos de tosse por três semanas ou mais sejam avaliados por um profissional especializado.

Tuberculose Pega?

Sim. A transmissão ocorre através do contato com a mucosa infectada, causada principalmente por tosse e espirros.

As pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas que contêm bacilos (bactérias em forma de bastões) tornando o contágio mais fácil.

Qual a Melhor Forma de Prevenir a Tuberculose?

A principal maneira de prevenir a doença é através de vacinas.

No caso das crianças, a BCG (Bacillus Calmette-Guérin), primeira imunização ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Outra forma de evitar o contágio é evitando o contato direto com pessoas infectadas, mantendo o ambiente sempre higienizado e arejado.

Quais São os Tipos Mais Comuns de Tuberculose?

Tuberculose Pulmonar

Nesse tipo de tuberculose, a bactéria fica instalada nos pulmões, podendo se espalhar também para outros órgãos.

As bactérias encontradas no ar podem ficar ativas durante horas, desde que não entrem em contato com a luz solar.

Se a pessoa infectada estiver com o sistema imunológico forte, a bactéria dificilmente causará a doença, permanecendo em estado latente no organismo.

Mas se em algum momento a resistência imunológica diminuir, o bacilo poderá entrar em atividade e sintomas típicos da tuberculose se manifestam.

Tuberculose Ganglionar

Esse tipo de tuberculose acomete os gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos; pequenos órgãos de defesa que estão localizados em todo o corpo.

Devido à instabilidade do sistema imunológico, esse tipo de tuberculose passa a ser mais comum em crianças, adolescentes, diabéticos, fumantes, dependentes químicos, pessoas privadas de liberdade e infectadas pelo vírus HIV.

Apesar da tuberculose se manifestar primeiramente no pulmão, ela também pode se instalar em outros órgãos como rins, ossos e até nos olhos, ocasionando a tuberculose extrapulmonar; a segunda maior causa da doença, que fica atrás apenas da tuberculose pleural.

A infecção é causada por uma bactéria que é transmitida por vias aéreas, pelo contato direto com uma pessoa infectada e sua saliva que contém o agente infeccioso.

Por outro lado, é preciso estar com o sistema imunológico vulnerável para que a doença se manifeste e a pessoa seja realmente infectada.

A chance de infecção por tuberculose ganglionar é menor do que a pulmonar, pois nesse caso a quantidade de bacilos contaminados é reduzida.

Tuberculose Pleural

Esse tipo não é contagioso.

Seu nome identifica o local em que a bactéria se instala; a pleura – membrana que recobre o pulmão, causando sintomas como dor no tórax, tosse, falta de ar e febre.

Por outro lado, este tipo de tuberculose pode desenvolver a tuberculose pulmonar.

Esse é o tipo mais comum de tuberculose que se manifesta fora dos pulmões, ou seja, extrapulmonar.

As pessoas mais acometidas pela doença são aquelas que possuem AIDS, câncer ou que fazem uso de corticoides.

Tuberculose Óssea

Causada pelo bacilo de Koch, ela se instala nos ossos, causando dores e inflamação que evoluem para dificuldade no movimento e perda de massa óssea localizada.

O bacilo entra no organismo através da respiração, chega à corrente sanguínea e se instala nos ossos.

Além do uso de antibióticos, esse tratamento requer sessões de fisioterapia por longos períodos.

Tuberculose Ativa

Como o próprio nome sugere, a bactéria encontra-se em atividade e em um número elevado, desta forma, o sistema imunológico não é capaz de combater a infecção com apenas um tipo de medicamento, tornando necessário combinar vários antibióticos por mais de 6 meses.

Tuberculose Latente

Nesse caso, a doença encontra-se no organismo, mas sem se manifestar ou demonstrar sintomas visíveis.

Acontece, geralmente, com pessoas que já tiveram a doença e passaram por um tratamento que não foi eficaz.

O diagnóstico é feito com um exame específico para saber se ainda há resquícios da bactéria no organismo.

O médico geralmente prescreve apenas um antibiótico, que deve ser usado de 6 a 9 meses ou até que as bactérias sejam completamente eliminadas e esse resultado seja confirmado através de um exame de sangue.

Embora o vírus esteja inativo, é essencial que o tratamento seja levado a sério, uma vez que a doença pode ficar ativa a qualquer momento, tornando a cura mais complicada.

Como é Feito o Tratamento Para Tuberculose?

Após o diagnóstico dos sintomas, identificar onde a bactéria está instalada e qual o grau da doença, o médico responsável – geralmente, um infectologista, pneumologista ou clínico geral – vai receitar antibióticos e estabelecer  tempo do tratamento que dura, no mínimo, seis meses.

O diagnóstico, bem como todo o tratamento, é gratuito e disponibilizado pelo SUS.

Você sabia que a Tuberculose mata mais pessoas que a AIDS? Apesar de ser um problema de saúde pública, os avanços contra essa doença ainda são insuficiente

Os remédios mais utilizados:

  • Isoniazida
  • Rifampicina
  • Etambutol
  • Pirazinamida

O uso desses medicamentos deve ser contínuo, pois mesmo após o desaparecimento dos sintomas, a bactéria pode continuar no organismo como se estivesse adormecida.

Ou seja, é essencial que a pessoa com tuberculose respeite a duração do tratamento indicada pelo médico, fazendo a ingestão dos antibióticos todos os dias, sempre na mesma hora até que se finde o período estipulado.

Tratamento com Vitamina D

Esse tipo de vitamina é responsável por regular o sistema imunológico e ajudar as células na eliminação de impurezas e proteínas inflamatórias que fazem mal à saúde.

A vitamina D é recomendada no tratamento da tuberculose, pois ela induz a produção de proteínas que ajudam a eliminar as bactérias.

Desta forma, é importante que a pessoa infectada invista em alimentos ricos em vitaminas e esteja em constante exposição solar – em horários recomendados e com protetor adequado.

Conclusão

A tuberculose é uma doença viral e transmissível através da mucosa infectada.

Mais que isso, ela é um desafio para saúde pública, principalmente do Brasil, que apresenta números preocupantes de mortes em decorrência da doença.

É importante um diagnóstico preciso sobre o estágio da doença; se ela está adormecida ou ativa, qual deve ser o tipo de antibiótico usado e o período necessário para o tratamento.

Os tratamentos com vitamina D e remédios naturais são opções complementares para otimizar os resultados e aliviar os sintomas.

Lembre-se: caso você esteja com tosse (seca ou com secreção) por mais de três semanas, procure um profissional e mantenha seus exames em dia.

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Fonte: Ministério da Saúde, Relatório Mundial 2017 – Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

Você sabia que a Tuberculose mata mais pessoas que a AIDS? Apesar de ser um problema de saúde pública, os avanços contra essa doença ainda são insuficiente
Informações do Autor

Dr. Demétrio Brito, Clínico Geral

Demétrio Brito é médico formado pela Universidade Federal do Ceará. Possui mais de 30 anos de experiência e é mestre em nutrição pela PUC Rio Grande do Sul.

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